sábado, 3 de novembro de 2018
domingo, 26 de agosto de 2018
Convite. Lançamento "Cinco Peças para Dois Violões", de Francisco Mignone
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Dia 21 de setembro de 2018
A partir das 19h
Livraria da Travessa
Ipanema, RJ
Autógrafos com
Maria Josephina Mignone
Considerado um dos mais prolíficos compositores eruditos brasileiros, com peças para diversos instrumentos e formações, Francisco Mignone (1897-1986) destaca-se também por sua extensa obra para violão. As peças que integram este volume foram escritas para dois violões em 1970 e dedicadas ao duo argentino Pomponio-Zárate. Recém-descobertas no Instituto Nacional de Musicología “Carlos Vega”, de Buenos Aires, elas são apresentadas aqui em edição Urtext, que teve como referência cópias fac-símiles dos manuscritos autógrafos do compositor. Com Cinco peças para dois violões dá-se sequência ao projeto iniciado com 24 Valsas Brasileiras (piano solo) de edições Urtext das obras de Francisco Mignone, que visam estimular performances e estudos musicais eficientes pelos mais diversos intérpretes deste idiomático compositor brasileiro. Esta edição conta com a colaboração dos violonistas Sidney Molina e Thiago Abdalla, integrantes do Quaternaglia Guitar Quartet, além da curadoria de Maria Josephina Mignone.
segunda-feira, 4 de junho de 2018
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Lançamento. Esboço de Pavana, de Rafael Nassif - música contemporânea para violoncelo solo
esboço
de pavana, para violoncelo, foi
originalmente escrita em 2008 para flauta, como um presente particular, e
emprega apenas harmônicos naturais. É a primeira composição de Rafael Nassif em
entonação pura/justa, recurso bastante presente em seus trabalhos mais recentes
como flow of knowing, para vozes femininas e taças de cristais,
e karuna, para trio instrumental ao redor de um ouvinte só. A
estreia de esboço de pavana
ocorreu em Stuttgart, Alemanha, pelo compositor e violoncelista Christian
Pfeiffer. A primeira apresentação em público no Brasil se deu em 2010, no
concerto “Música
Silenciosa” do Festival Eu
Gostaria de Ouvir, pelo multi-instrumentista Felipe José. Cláudio Urgel,
depois, registrou sua própria interpretação no CD Violoncelo Ontem e Hoje –
Mostra de Música Brasileira.
esboço de pavana, for cello, was
originally written for flute in 2008, as a private gift, and employs only
natural harmonics. It is Rafael Nassif’s first composition in pure / just
intonation, a feature quite present in his most recent works like flow
of knowing, for female voices and crystal cups, and karuna, for
an instrumental trio around one listener only. The debut of the esboço de pavana took place
in Stuttgart, Germany, by cellist and
composer Christian Pfeiffer. The first public performance in Brazil
took place in 2010 in the concert ‘Silent Music’ of the Festival Eu
Gostaria de Ouvir, by the multi-instrumentalist Felipe José. Later, Cláudio Urgel recorded his own
interpretation in the CD Violoncelo Ontem e Hoje – Mostra de Música
Brasileira.
***
Rafael
Nassif (Juiz de Fora, MG, 1984) atua como compositor, pianista-performer
e curador de concertos. Apresenta sua produção tanto em salas e eventos
tradicionais como em espaços alternativos e em cooperação com outras artes.
Recebeu diversos prêmios pelo seu trabalho, como o Kunstpreis Berlin (AdK, Berlim) e por duas vezes o Irino Prize (Tóquio). Lançou
pela Tratore o portrait-CD musica d'incanto. Com longa formação
musical no Brasil e na Alemanha, reside atualmente em Graz, Áustria, onde
ensina piano, composição, ioga tibetana e meditação.
Rafael Nassif (Juiz de Fora,
MG, 1984) is a composer, a performer-pianist and a concert curator. He stages
his gigs in all kinds of settings, from traditional concert halls to
alternative venues, and in cooperation with other arts. He has received several
awards for his work, such as the Kunstpreis
Berlin (AdK, Berlin) and the Irino Prize (Tokio) twice. He has released the
portrait-CD musica d'Incanto by Tratore. His long music formation
has taken place both in Brazil and in Germany, but he now lives in Graz,
Austria, where he teaches piano, composition, Tibetan yoga and meditation.
Disponível
em: www.tipografiamusical.com.br
---
Título: esboço de pavana
Autor: Rafael Nassif
Autor: Rafael Nassif
ISMN: 979-0-9017202-0-6
Formato: 23,5 x 31 cm
Páginas: 4
Peso: 100 g
Acabamento: brochura, grampeado
Preço capa: R$ 39,00
Área: música
para violoncello
Edição: 1ª - 2018; bilíngue (português/inglês)
quinta-feira, 17 de maio de 2018
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Lançamento. "Um corpo que cai, Alfred Hitchcock ou o perverso e o sublime", de Mário Alves Coutinho
Cinema são encontros. Encontros para além de uma
sessão. Encontros que podem durar uma vida toda, e com todas as relações
perigosas que lhes são intrínsecas.
E Um corpo que cai (Vertigo), de Alfred Hitchcock, vem proporcionando encontros desde
que lançado em 1958. Encontros que já despertaram paixão e repulsa imediatas e
tardias. E é sobre seus encontros com este filme, atravessados por outros de
outras pessoas, que Mário Alves Coutinho fala neste livro.
Eleito em 2012 o
melhor filme de todos os tempos pela Sight & Sound, Um corpo que cai recebe aqui uma leitura concisa e cerrada pelos
olhos apurados de quem se encontrou (e ainda se encontra) por toda sua vida com
esta obra-prima cinematográfica. Um olhar que só assim permite novos olhares
interpretativos, mirando, por exemplo, o “fazer cinema” e o feminino que dela
transbordam.
Bruno D'Abruzzo, editor da Tipografia Musical
******
Este livro trata não apenas de um importante filme de Alfred
Hitchcock, mas de um dos mais poderosos enigmas do cinema, com uma legião
crescente de admiradores, intérpretes e decifradores.
A própria história da
recepção crítica de Um corpo que cai
(Vertigo) é intrigante. Desde sua
estreia em 1958, foi pouco a pouco deixando de ser visto como um extravagante
melodrama gótico-policial do diretor inglês e se tornou, aos olhos dos
críticos, uma das mais extraordinárias criações cinematográficas de todos os
tempos.
A consagração atingiu
seu auge em 2012, quando uma enquete internacional feita pela influente revista
Sight & Sound o elegeu o melhor
filme da história, levando-o a desbancar Cidadão
Kane, que há décadas ocupava o primeiro lugar na lista da publicação e de
outras similares.
Um corpo que cai, Alfred Hitchcock ou o perverso e o
sublime,
de Mário Alves Coutinho, é a melhor porta de entrada que os brasileiros
poderiam ter a essa obra-prima.
Com sensibilidade e
inteligência, o autor – que é crítico de cinema e ensaísta, além de tradutor de
William Blake e D.H. Lawrence – conduz os leitores, sequência após sequência,
pelos caminhos labirínticos de Vertigo,
revelando paulatinamente toda a sua riqueza estética, narrativa e temática.
A abundância de
questões suscitadas pelo filme transborda para além do cinema, resvalando sobre
tópicos centrais da psicanálise, da filosofia, da literatura, da teoria dos
gêneros e do estudo dos mitos.
O autor caminha por
todos esses terrenos com segurança, leveza e ritmo, evocando um portentoso
elenco de pensadores, de Freud a Derrida, de Bazin a Žižek, que são como guias no trajeto. O ensaio
jamais se fecha em uma interpretação, multiplicando as leituras e convidando o
leitor a se tornar, ele próprio, um participante ativo da decriptação do filme.
Coutinho faz tudo
isso sem nunca esquecer a matéria principal: a própria linguagem
cinematográfica e o seu impacto no imaginário, na sensibilidade e na
inteligência. Cinéfilo culto e curioso, ele deseja tanto decifrar os segredos
de sua paixão por um filme, compartilhada por inúmeros espectadores, como
entender a própria potência do cinema, que pelas mãos de Hitchcock, em Um corpo que cai, alcançou uma força
máxima de expressão.
Alcino Leite Neto é crítico
de cinema, jornalista e editor
Disponível em:
quarta-feira, 14 de março de 2018
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
sábado, 27 de janeiro de 2018
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Agenda. Lançamento "24 Valsas Brasileiras" de Francisco Mignone
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sábado, 30 de setembro de 2017
Artigo de Ana Valéria Poles na Revista Kunsträume
Compartilhamos com todo orgulho o artigo de Ana Valéria Poles (1º Contrabaixo Osesp - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo)
publicado na Revista Kunsträume da Universidade de Música e Artes
Cênicas de Viena (Universität für Musik und darstellende Kunst Wien). O
texto pode ser lido em alemão e inglês e apresenta uma visão sobre a
vida e o trabalho do lendário contrabaixista Ludwig Streicher, com quem a
autora estudou.
Ana Valéria Poles é a nossa dama do Contrabaixo, uma das mais importantes instrumentistas do Brasil e do mundo. É idealizadora do projeto "Falando Baixo" e autora do livro "Sistema de arcadas e golpes de arcos em escalas e arpejos para contrabaixo", publicado pela Editora Tipografia Musical em edição bilíngue (português/inglês).
Leia o artigo aqui.
Ana Valéria Poles é a nossa dama do Contrabaixo, uma das mais importantes instrumentistas do Brasil e do mundo. É idealizadora do projeto "Falando Baixo" e autora do livro "Sistema de arcadas e golpes de arcos em escalas e arpejos para contrabaixo", publicado pela Editora Tipografia Musical em edição bilíngue (português/inglês).
Leia o artigo aqui.
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sexta-feira, 28 de julho de 2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
A doçura por trás do grito: cartas de amor do mundo do rock
Poetas morrem e de repente a
gente se dá conta de que suas vozes fazem parte do nosso corpo, da nossa
história, mais do que sempre pensamos... suas vozes ficam...
E só o grito para segurar a barra pesada que é a vida para
todos... Grito que esconde tanta
dor...
E o primeiro semestre de
2017 será lembrado pela perda de três vozes do mundo da música, do rock, que
fizeram e marcaram a ferro o corpo de gerações com suas canções, poesias, seus
gritos pesados de “alegria e dor, fúria e perdão, amor e coração partido”: Belchior
(†30 abril 2017), Chris Cornell (†18 maio 2017), Chester Bennington (†20 julho
2017).
Vozes que por trás de seus
gritos guardam uma doçura que não era para o mundo do imediato, mas para o
mundo do para sempre no corpo de alguém.
Voz é corpo, música é
corpo, palavra é ferida do corpo e só o corpo a corpo para provar essa doçura.
Fiquemos, então, com as
cartas das filhas de Chris Cornell para o pai, uma carta de Chester Bennington
para o amigo Cornell e um relato-carta de Josely Teixeira Carlos em homenagem a
Belchior. E com elas ficam também Prince, Beatles e outros tantos...
Bruno
D’Abruzzo
[editor
Tipografia Musical]
***
“Daddy,
Deixe-me começar dizendo o quanto eu amo você e o quanto você importa para mim. Você é meu ídolo, alguém com quem eu sempre pude contar.
Você sempre esteve lá para mim. Você me incentivou todos os dias, e você ainda
faz isso.
Sempre que choro ou sinto que não há como continuar, ouço
sua voz: ‘Não fique preocupada, Peanut. A preocupação é uma perda de tempo,
estou bem.’
Eu sempre acreditei no que você dizia do fundo do meu
coração. Provavelmente, porque tudo o que você disse era tão inteligente.
Toda vez que você chegou em casa após uma turnê, você passou
todas suas horas com a gente. Não importa o quão cansado você estivesse,
quantos fusos horários você tivesse viajado, você estava lá para nós.
Sempre que estava doente, você cuidava de mim. Você me
abraçava, me beijava. Você não se preocupou em ficar doente. Você teria ficado
acordado a noite toda para ter certeza de que minha febre tinha diminuído. E se
não tivesse, você me acordaria e me daria o meu remédio. Eu abriria meus olhos,
te veria e me sentiria melhor.
Eu tenho tantas lembranças com você, mas uma das minhas favoritas
foi no início deste ano quando eu estava com jet lag e assistimos ‘Purple
Rain’. Nós estávamos no BHH e você entrou no meu quarto quando eu estava
tentando encontrar um filme para assistir.
‘Que tal Purple Rain?’, você disse. Eu sempre confiei na sua
opinião. Coloquei e imediatamente me apaixonei! Em seguida, chegamos à sua
música favorita, ‘The Beautiful Ones’.
‘Esta música é tão especial que nem sequer pertence a um
gênero. Quando eu tinha vinte e poucos anos, eu a ouvi no cinema e um cara
começou a morrer de rir dessa cena e da música. Ele ficou realmente louco’,
você disse.
Eu também me apaixonei pela música e fiquei ouvindo no
repeat.
Nossa conexão especial foi sempre pelas artes. Poemas,
livros, música, escrita. Ambos temos um amor incondicional por isso.
Quem vai me apresentar para filmes como ‘Purple Rain’ e
músicas como ‘The Beautiful Ones’ agora? Estou esperando que encontre algo,
porque você me treinou tão bem.
Eu sei que você ainda está aqui, e o calor que sinto sob o
frio, é você.
VOCÊ É O MELHOR PAI EM TODO O MUNDO. E eu sei que, se não
fosse um acidente, você ainda estaria abraçado comigo assistindo ‘Purple
Rain’.
Eu amo você e sinto sua falta, papai. Você merece seu
próprio dia para ser comemorado porque você é o melhor pai que qualquer um
poderia ter. Feliz dia dos pais!
Com amor,
Seu bebê Toni”
***
“Papa,
Uns verões atrás, quando andávamos de bicicleta pelo Central
Park, você me disse que não existiam muitas pessoas realmente boas no mundo,
mas que eu era uma das poucas. Você sempre tinha tanta confiança e orgulho no
que eu fazia, e seu calor e amor me inspiraram a fazer o meu melhor. Agora, mais
do que nunca, eu quero viver minha vida para ajudar os outros, como você fez.
Eu quero fazer com que você continue tendo orgulho de mim. Toni, C e eu
prometemos sobreviver e perseverar e prosperar, como sempre fizemos. Estou tão
orgulhosa de ser seu bebê, eu amo você mais do que as palavras podem dizer e
sentirei sua falta para sempre.
Sua joaninha,
Lily”
***
“Sonhei
com os Beatles ontem à noite. Acordei com ‘Rocky Raccoon’ tocando em minha
cabeça e um olhar preocupante no semblante da minha esposa. Ela me disse que
meu amigo havia acabado de falecer. Lembranças sobre você inundaram a minha
cabeça e eu chorei. Ainda estou chorando, de tristeza e de gratidão por ter
compartilhado alguns momentos especiais com você e sua linda família. Você me
inspirou tantas vezes de várias maneiras que você não consegue imaginar.
Seu
talento era puro e incomparável. Sua voz foi alegria e dor, fúria e perdão,
amor e coração partido tudo em uma só. Eu acho que todos nós somos assim. Você
me ajudou a entender isso. Acabei de assistir a um vídeo de você cantando ‘A
Day in the Life’ dos Beatles e me lembrei do meu sonho. Quero pensar que era
você se despedindo da sua maneira. Não posso pensar em um mundo sem você nele.
Rezo para que você encontre paz na próxima vida. Envio meu amor para sua esposa
e filhos, amigos e família. Obrigado por me permitir ser parte da sua vida.
Com
todo o meu amor,
Seu
amigo,
Chester
Bennington”
***
Aulas de Latim
com o professor Belchior, por Josely Teixeira Carlos:
***
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